Maioria dos usuários ainda utiliza senhas fracas na Internet, diz estudo

Sites de streaming de vídeo são os mais ignorados pelos internautas, segundo a análise
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Apenas 26% das pessoas que são alertadas sobre o uso de uma senha insegura preocupam-se em alterá-la. Na maioria das vezes, as mesmas combinações continuam sendo utilizadas para acessar sites de compras com informações bancárias, sites de notícias, sites de entretenimento. É o que diz um estudo recente da Google em parceria com a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

Sites de streaming de vídeo são os mais ignorados pelos internautas, segundo a análise baseada numa amostra de 21 milhões de credenciais de acesso de usuários — que concordaram em participar do estudo — da extensão “Check-up de Senha” instalada no navegador Google Chrome.

A ferramenta “Check-up de Senha” foi lançada no início de 2019 e, após um mês de funcionamento, já tinha alertado mais de 316 mil senhas inseguras.

Segundo a equipe do estudo, o problema em utilizar a mesma senha é que os criminosos experimentam utilizar todas as credenciais que fazem parte de uma determinada lista de “senhas comuns”, um fenômeno conhecido como stuffing attack, em inglês).

Senhas mais inseguras em plataformas de streaming

“Os usuários parecem mais conscientes sobre segurança de senhas em sites financeiros ou site governamentais. Apenas 0,2% a 0,3% das credenciais usadas eram inseguras”, disseram os autores do estudo. “Em contraste, os sites de entretenimento como as plataformas de streaming de vídeo e sites para adultos tinham a maior percentagem de alertas sobre credenciais roubadas (entre 3,6% e 6,3% de senhas inseguras detectadas”, afirmaram.

Uma possível explicação é que sites de bancos e de organizações governamentais possuem políticas mais rígidas para geração de senhas, como por exemplo pedir chaves de acesso maiores — misturando números, letras minúsculas e maiúsculas e caracteres especiais. Além disso, esses sites monitoram constantemente as vulnerabilidades e forçam seus usuários a atualizarem as informações.

“Em sites de streaming de vídeo os usuários podem optar por senhas ‘descartáveis’ e ignoram os nossos alertas porque acham que os riscos e consequências [de um ataque] são baixos ou porque têm contas compartilhadas com outras pessoas”, sugerem os autores do estudo.

Uma preocupação mundial

Um documentário original da Netflix lançado no mês passado revelou o escândalo de vazamento de dados pela Cambridge Analytica envolvendo o Facebook.

Em 2018, os computadores e servidores dos serviços municipais de Atlanta, nos EUA, foram vítimas de um ataque que paralisou os tribunais durante o dia e impediu os habitantes de pagarem impostos e realizarem outros serviços. No total, a base de dados usada pelo Google inclui 4 milhões de credenciais consideradas inseguras.

A equipe de Stanford e do Google diz que o maior objetivo com o estudo é conscientizar os usuários ao redor do mundo na intenção de reduzir os casos de roubo de informação e dados pessoais. “No contexto deste estudo, 26% dos nossos alertas levaram as pessoas a mudarem as senhas utilizadas – e destas, 94% eram mais fortes do que as antigas”, frisam os autores na conclusão da pesquisa.

Fonte: Publico

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